Bem, findou-se o RPGCon, voltemos a programação normal. E voltamos com notícias rápidas: 10 anos do site da Daemon, Cultura Lúdica sob nova direção e mais três linkadas para outros sites: RPG no Bob’s na revista Época, Opiniões sobre o caso de Ouro Preto e o Dados Limpos com muitos links sobre o RPGCon.
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Editoras vão processar criminosos
Fonte: Marcelo del Debbio na lista REDERPG
As editoras de RPG no Brasil divulgaram nesta quarta-feira nota que pretendem acionar Ludson Alves Costa na justiça por danos morais, no valor de R$ 20.000,00, caso ele insista na versão fantasiosa de colocar a culpa do seu crime em videogames e jogos de RPG ou filmes. Ludson está sendo acusado de tentar matar a ex-namorada e alega que fez isso “influenciado pelo RPG”. Algumas distribuidoras de filmes e licenciadoras de jogos online já foram contatadas, apoiaram a idéia e estão preparando suas assessorias jurídicas para tornar a vida destes criminosos mais complicada no futuro.
“Já não é de hoje que criminosos aproveitam brechas na lei para tentar alegar influência de músicas, filmes ou jogos eletrônicos em seus atos” – diz Juliana Garcia, da assessoria de imprensa – “em 1999, Mateus de Costa Meira assassinou 3 pessoas em um cinema e tentou colocar a culpa de seus atos no filme Clube da Luta e no videogame Duke Nukem”.
Outros criminosos já tentaram inventar ligações com filmes e livros para justificarem seus atos. Em 2001, a estudante Aline Silveira Soares foi assassinada por um traficante na cidade de Ouro Preto e, pelo corpo ter sido abandonado em um cemitério, foram levantadas hipóteses absurdas do crime estar ligado a jogos de videogame e RPGs.
Em 2005, Mayderson de Vargas Mendes e Ronald Ribeiro Soares cometeram um crime de latrocínio em Guarapari, ES, e alegaram estar influenciados por jogos de tabuleiro. Investigações provaram que nenhum destes dois casos estava relacionado com jogos ou filmes, mas o dano causado pela imprensa irresponsável já estava feito: professores que trabalham com RPGs perderam seus empregos, livrarias sofreram boicotes e crianças sofreram humilhações e assédios em escolas.
“É chegada a hora de dar um basta neste tipo de leviandade. Vamos atacar no bolso que é onde dói mais” afirma Marcelo Del Debbio, um dos mais importantes escritores de RPG no Brasil, com mais de 40 título publicados – “Não é justo e nem perfeito que 400.000 pessoas (número de jogadores de RPG no Brasil) sofram abusos da imprensa sensacionalista por causa de criminosos que querem aproveitar-se do desconhecimento e despreparo da polícia”.
Nov/2007
IMPORTANTE: O RPG não influenciou NENHUM crime no Brasil
Fonte: E-mail direto por GiZmo
O RPG não influenciou NENHUM crime no Brasil
Carta aberta à mídia
Peço a todos os jogadores de RPG que copiem este texto em seus blogs, sites, flogs, comunidades do orkut e onde mais puderem, pois não seremos mais usados como bodes expiatórios por delegados ineficazes, pastores evangélicos, vereadores oportunistas e jornalistas incompetentes.
O texto abaixo dá nome aos bois: às vítimas, aos assassinos e aos oportunistas que usaram os crimes para se promoverem e para atacar o RPG. Chega de notícias distorcidas, incompletas e tendenciosas.
TERESÓPOLIS
Em 14 e 20 de Novembro de 2000, na cidade de Teresópolis (RJ), duas garotas de 14 (Iara dos Santos Silva) e 17 (Fernanda Venâncio Ramos) anos foram estupradas, torturadas e estranguladas com um intervalo de seis dias entre os crimes.
Sônia Ramos, 42, madrasta de Fernanda, a segunda vítima, levantou a suspeita de que as atrocidades pudessem estar ligadas ao jogo por pura ignorância e desespero, porque sua filha (a VÍTIMA) era jogadora de RPG e andava na companhia de outros garotos que jogavam GURPS e Vampiro (sua alegação se baseou no fato de que sua filha andava as voltas “com pessoas que se fantasiavam de vampiros”).
Inclusive a polícia chegou a prender injustamente um jogador de RPG, que não vou falar o nome porque o coitado era inocente e não merece ter seu nome publicado, mas que passou quatro dias na cadeia por causa deste absurdo.
O verdadeiro assassino das garotas, HUMBERTO VENTURA DE OLIVEIRA, de 25 anos, confessou o crime 6 dias depois da prisão do RPGista; era o jardineiro da casa e NUNCA sequer passou perto de um livro de RPG.
A imprensa irresponsável, assim como no caso famoso da “Escolinha Base”, foi muito rápida em divulgar versões fantasiosas sobre o “jogo da morte”, mas NUNCA publicou uma linha sequer se desculpando com os 400.000 jogadores de RPG que foram ofendidos em sua moral e prejudicados diante da sociedade.
OURO PRETO
No dia 10 de outubro de 2001, Aline Silveira Soares viajou do Espírito Santo com sua prima e alguns colegas para Ouro Preto para participar da “Festa do Doze”, que é uma espécie de Carnaval fora de hora entre as faculdades da região, com R$40,00 e a roupa do corpo para passar três dias.
Segundo o laudo, Aline consumiu drogas durante o dia anterior ao de sua morte. Esta informação foi confirmada por diversas testemunhas que também participavam da festa, em Ouro Preto (testemunhas que foram solenemente ignoradas pelo delegado Adauto Corrêa após as investigações tomarem o rumo circence). Aline não tinha dinheiro e acreditou que conseguiria fugir do traficante sem pagar pela droga que consumiu, mas no dia de sua morte (14 de Outubro de 2001), foi abordada pelo criminoso no caminho de volta para a república onde estava hospedada (o cemitério fica exatamente no meio do trajeto entre o local da festa e a república). Testemunhas (que também foram ignoradas no inquérito oficial) disseram ter visto Aline conversar com um conhecido traficante da cidade na porta do cemitério algumas horas antes de sua morte.
De acordo com especialistas em crimes relacionados a drogas, Aline provavelmente teria se oferecido para ter relações sexuais com o traficante para pagar a dívida, pois as roupas da garota foram encontradas “cuidadosamente dobradas e dispostas ao lado do local do crime, sem nenhum indício de violência ou de coerção”. Aline tomou o cuidado de deixar suas sobre uma das lápides, dobradas com a jaqueta por baixo, para que não sujassem.
Ainda segundo o laudo oficial da perícia técnica, durante a primeira facada que Aline recebeu, o corpo estava na posição acocorada, popularmente conhecida como “de quatro”. Segundo especialistas em crimes de estupro, o traficante provavelmente teria tentado obrigar Aline a realizar sexo anal, que possivelmente foi rejeitado pela garota, resultando no primeiro golpe com a faca.
O traficante, tendo ferido Aline seriamente, não viu alternativa a não ser terminar de matá-la. Para disfarçar, o assassino colocou o corpo de Aline em posição deitada sobre a lápide (pelas fotos da perícia e rastros de sangue, pode-se atestar que o corpo foi movido APÓS a sua morte) para tentar atrapalhar as investigações.
Quando o corpo foi encontrado, os policiais começaram as investigações pelos locais em que Aline se hospedou e em uma das repúblicas foram encontrados alguns livros de RPG, que o delegado, evangélico confesso, classificou como “material satanista”. A partir disto, um vereador oportunista chamado Bentinho Duarte (sem partido) viu nisso uma chance de se promover realizando terrorismo psicológico e, junto com o Promotor Fernando Martins (conhecido por ter tentado proibir a distribuições de jogos como Duke Nuken e Carmagedon), moveu ação contra as empresas Devir Livraria e Daemon editora tentando a proibição de 3 títulos (Vampiro: a Máscara, Gurps Illuminati e Demônios: a Divina Comédia).
Resumindo: um crime que não teve nada a ver com RPG, mas sim com DÍVIDA DE DROGAS resultou até agora na prisão de 4 garotos (que além de tudo NÃO são jogadores de RPG, fato comprovado pela mãe da vítima em depoimento ao vivo na Rede Bandeirantes de TV) e um completo show de aberrações e absurdos na mídia.
GUARAPARI
Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na noite de 12 de Maio de 2005, dois acusados pelo assassinato do aposentado Douglas Augusto Guedes, da mulher dele, a corretora de imóveis Heloísa Helena Andrade Guedes, e do filho do casal Tiago Guedes, em Guarapari. Os corpos dos três foram encontrados amarrados e deitados em camas no dia 5 de maio. Na mesma data, eles foram sepultados.
O delegado da Divisão de Homicídios de Guarapari, Alexandre Linconl, evangélico, disse ao Portal Terra que os assassinos MAYDERSON DE VARGAS MENDES, 21 anos, e RONALD RIBEIRO RODRIGUES, 22, confessaram que eles mataram a família motivados pelo jogo, mas essa “confissão” não ocorreu imediatamente após o crime.
O crime que Mayderson e Ronald cometeram é o de LATROCÍNIO QUALIFICADO E PREMEDITADO, ou seja, mataram para roubar de uma maneira cruel e sem dar chance de defesa às vítimas, com premeditação. Esse é um crime hediondo, sendo julgado e condenado diretamente por um juiz criminal. Ambos os acusados já tinham ficha criminal (ambos estão respondendo processo por Porte ilegal de Arma)
O que o advogado de defesa da dupla estava fazendo era alegar que eles cometeram o crime influenciado pelo jogo e, com essa ação, tentar reverter o crime para Homicídio Simples, baseado no tal jogo que ninguém sabe o que é. Com isso, os assassinos iriam para um júri popular, que poderia ser muito bem influenciado por todo esse novo circo que a mídia sensacionalista armou e, jogando a culpa em cima do RPG, poderia até inocentar os “pobres coitadinhos vítimas do jogo” Mayderson e Ronald…
O que tem de ficar bem claro é o seguinte: os criminosos entraram na casa, apontaram armas para Tiago e sua família, doparam a família sob a mira do revólver, levaram o garoto até o caixa eletrônico onde roubaram R$ 4.000 ,00 de sua poupança e depois executaram friamente a família com tiros na cabeça, para não serem reconhecidos. A história do “RPG” só apareceu dois dias depois que os assassinos foram capturados pela polícia, sob orientação do advogado de defesa da dupla.
É bom lembrar, já que a mídia “esqueceu”, que, graças à intervenção da Daemon Editora e da conversa de Marcelo Del Debbio, escritor especialista em Role Playing Games, com o delegado de Guarapari ao vivo em uma entrevista na Rede Bandeirantes de TV, o advogado de defesa da dupla (que eu não consegui o nome ainda mas é uma questão de tempo até denunciá-lo a OAB) abandonou o caso, deixando os dois criminosos sem advogado à espera de um defensor público. Claro que isso a mídia não noticiou.
Com estes textos, podemos começar a nos defender dos três supostos “crimes do RPG”. Já está na hora destas informações serem passadas para jornalistas sérios que queiram nos ajudar a fazer a verdade aparecer.
A íntegra deste texto pode ser encontrada no endereço http://www.daemon.com.br/rpg_inocente.asp
Abraços fraternais
Daemon Editora
Carta Aberta ao Vereador José Raimundo Dantas de Guarapari-ES
Fonte: Carta aberta ao vereador José Raimundo Dantas enviado pela Megaliga das Editoras Paladinas
“Prezado Vereador José Raimundo Dantas,
A Megaliga das Editoras Paladinas, responsável pela distribuição de grande parte dos Jogos de RPG em todo o Brasil, recebeu diversas reclamações de jogadores do Espírito Santo a respeito de um projeto de lei inconstitucional que vsa. passou escondido na calada da noite em Guarapari.
Ao contrário de Vsa., nós agimos durante o dia e com a cabeça erguida. Nossos advogados já entraram com um pedido ao Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo e ao Conselho Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil para que proponham ADIN contra a lei por lesão à Constituição Estadual.
Também patrocinaremos uma campanha CONTRA a sua reeleição, apoiando candidatos mais instruídos sobre os enormes benefícios do RPG na educação de crianças e adolescentes.
Conscientes, não admitimos sermos usados como bode expiatório para cobrir incompetência de quem quer que seja. Os jogadores de RPG estão cumprindo com suas obrigações, fazendo o dever de casa, adotando medidas para garantir que nossos direitos como cidadãos sejam respeitados.
Para finalizar, nossa Loja de RPG trará FRETE GRÁTIS para a compra de qualquer livro de RPG feito por residentes do estado do Espírito Santo, enquanto sua lei não for derrubada.
Como nossa sede está localizada em SÃO PAULO, não somos afetados por sua lei ridícula e inconstitucional.
Um grande abraço
Marcelo Del Debbio
www.lojaderpg.com.br
Veja os projetos de lei que proibem o RPG na cidade de Guarapari:
http://www.rederpg.com.br/images/2005/Projeto105Guarapari1.jpg e http://www.rederpg.com.br/images/2005/Projeto105Guarapari2.jpg
Dragão Brasil #112 – Editorial
Site: Dragão Brasil
Saudações! Talvez você esteja surpreso e um pouco confuso em relação ao que aconteceu com a nossa querida revista. Tudo será explicado um pouco mais adiante, em um artigo sobre as mudanças que ocorreram recentemente no mercado brasileiro de RPG.
Em relação especificamente à DB, com a saída do Trio Tormenta (Cassaro, Saladino e Trevisan), nós, do Portal REDERPG, assumimos o comando da revista. Nós, que já há algum tempo fazíamos as Notícias do Bardo, agora estamos fazendo toda a DB. Apesar da estrutura básica da revista ter sido mantida, você irá notar algumas mudanças significativas.
Dentre as novidades, destacamos a entrevista com Claudio Pozas, que marca a estréia da seção de entrevistas nessa nova fase da DB. A cada edição iremos bater um papo com quem trabalha no mercado, tanto no brasileiro quanto no internacional.
Outra estréia é a Classe de Prestígio do Mês. Todos os meses traremos uma nova Classe de Prestígio, Classe Básica ou Kit para você usar em suas campanhas. E isso é apenas o começo…
Confira a nova Dragão Brasil. Você vai se surpreender!!.
Capa aqu: (192 Kb)
Proibição do RPG é considerada inconstitucional pela Comissão de Justiça
Fonte: Dep. Janete de Sá
Espírito Santo
RPGistas,
Conforme combinado estamos enviando como anda o projeto RPG, ontem (*) foi considerado inconstitucional na Comissão de Justiça. O autor pode recorrer em plenário, ou seja, vai para plenário para outra votação. Esperamos derrubá-lo. Vou manter vocês em contato.
Janete de Sá – Deputada Estadual
RPG em Programa da TV Cultura – Jornalismo sério
Site: Espaço RPG por Zambuda_Scarion
Até que enfim! O jornalismo sério da TV Cultura acabou de nos agraciar com a matéria mais lúcida e imparcial até o momento sobre o caso de Guarapari. Foi ao ar no Jornal da Cultura, que começou às 21h do dia 19 de maio de 2005. Caso vocês não tenham tido a oportunidade de assistir, lá vai o resumo:
A chamada foi a reconstituição do triplo assassinato. Os âncoras apresentaram o caso, repetindo a descrição que já se tornou um “must” em todas as reportagens sobre o caso: Mayderson e Ronald alegaram ter matado a família Guedes por causa de um jogo de RPG no qual Tiago teria perdido a partida e pago com a própria vida e também a dos pais. Os dois acusados foram levados, usando coletes à prova de balas, de volta à casa da família para proceder à reconstituição, depois de terem sido interrogados em separado. Segundo a reportagem da TV Cultura, os investigadores pretendiam definir se a arma do crime e os soníferos já estavam no local ou foram levados até lá pelos acusados.
Celso Zucatteli, em seguida, disse: “Vamos entender então o que é o RPG, a sigla em inglês para jogo de representação, que é usado até para ensinar em sala de aula”. A matéria que entrou no ar era de Aldo Quiroga. Começou por mostrar um grupo de RPG, com os participantes sentados em suas cadeiras, vestindo roupas normais, tendo apenas livros, fichas de personagem e um dado sobre uma das mesas da Gibiteca Henfil do Centro Cultural São Paulo (em São Paulo – SP, obviamente).
Termine de ler aqui
Mudança na Capa de Tormenta
Site: Daemon Editora
Hoje tivemos um “problema” inusitado e folclórico, que poderia muito bem ter passado apenas pelo anedotário do RPG nacional se não fosse algo extremamente sério: fomos obrigados a mudar a capa do Tormenta por causa de pastores evangélicos do Rio de Janeiro.
Estou enviando este comunicado para dizer que a capa do livro TORMENTA – MÓDULO BÁSICO teve de ser modificada. Por causa de uma “lei da moral” criada por vereadores evangélicos no Rio de Janeiro, qualquer publicação que seja distribuída em bancas de jornal e tenha “conteúdo sexual” precisa ser recoberta por uma tarja preta que envolva totalmente a capa da revista, deixando apenas o logotipo da publicação. Isso serve não apenas para as revistas de sexo explícito, mas também para revistas leves como Playboy, Sexy, Ele&Ela e outras.
O problema é que agora o “outras” inclui também livros e revistas de RPG. Alguns distribuidores evangélicos ficaram assustados com a capa do livro e exigiram que a editora escolhesse outra capa ou colocasse uma tarja preta no livro; ou a publicação não poderia ser distribuída.
Conversando com outros editores que tiveram problema semelhante, descobrimos o que está acontecendo: de uma maneira ilegal, com total abuso do poder, fiscais evangélicos estão “autuando” todas as publicações que não lhes interessam, fazendo com que as revistas sejam recolhidas das bancas “para serem avaliadas” e fiquem um tempo paradas e impossibilitadas de serem vendidas até que o caso seja julgado.
Em todos os casos até agora, os editores ganharam os processos, MAS como se trata de um poder público, os fiscais alegam que estão “agindo com interesse no bem comum”, declarando-se surpresos a cada decisão judicial favorável aos editores e, por extensão, à liberdade de opinião e pensamento. Entre as vítimas da censura evangélica estão a revista da MTV, Witch e Planeta (por “coincidência”, revistas que tratam respectivamente de homossexualismo, wicca e ocultismo…).
E isso porque o livro já havia passado por outro tipo de “censura” não declarada: o Ministério da Justiça, que aprovou o livro para maiores de 16 anos após examinar atentamente a capa e o conteúdo. Nós temos certeza absoluta que não foi a bunda da Shivara Sharpblade a responsável pela tentativa de proibição do livro, mas com a proximidade da Bienal do Livro e do EIRPG, preferimos simplesmente modificar a capa a começar uma briga demorada e inútil com a imparcial justiça brasileira.
Comunicado Importante para pais e mães
Site: Daemon Editora
Prezados pais e mães,
Peço que invistam um momento do seu tempo e leiam com atenção este comunicado.
Infelizmente, gostaria de estar me dirigindo a vocês em uma situação mais alegre e tranqüila, mas a irresponsabilidade e sensacionalismo da imprensa me obrigaram a redigir esta carta para poder explicar a vocês o que está acontecendo.
Seu filho é um RPGista, ou seja, um fã de quadrinhos, jogos de estratégia e faz-de-conta. O RPG (sigla que significa Role Playing Game ou jogo de interpretação) surgiu em 1974 nos Estados Unidos e tem sido usado há 30 anos como ferramenta educacional, lúdica e de socialização, tendo mais de cinco milhões de participantes em todo o mundo.
O jogo preza a amizade, cooperação, socialização e resolução de problemas. Nele, de 4 a 6 jogadores se reúnem em uma mesa para contar uma história de faz-de-conta com anões, elfos, duendes, guerreiros e paladinos que lutam sempre contra o mal. Nunca uma partida de RPG incentivaria a violência contra outras pessoas, pois os jogadores interpretam apenas heróis!
O que está acontecendo em Guarapari?
Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na noite de 12 de Maio, dois acusados pelo assassinato do aposentado Douglas Augusto Guedes, da mulher dele, a corretora de imóveis Heloísa Helena Andrade Guedes, e do filho do casal Tiago Guedes, em Guarapari. Os corpos dos três foram encontrados amarrados e deitados em camas no dia 5 de maio. Na mesma data, eles foram sepultados.
O delegado da Divisão de Homicídios de Guarapari, Alexandre Linconl, disse ao Portal Terra que Mayderson de Vargas Mendes, 21 anos, e Ronald Ribeiro Rodrigues, 22, confessaram que mataram a família motivados pelo jogo. O delegado declarou: “estão alegando que, como Tiago perdeu, o objetivo era eliminar ele e a família dele” e que “O rapaz tinha consciência e permitiu os assassinatos”.
O crime que Mayderson e Ronald cometeram é o de latrocínio qualificado e premeditado, ou seja, mataram para roubar de uma maneira cruel e sem dar chance de defesa às vítimas, com premeditação. Esse é um crime hediondo, sendo julgado e condenado diretamente por um juiz criminal. O que o advogado de defesa “espertalhão” da dupla está tentando fazer é alegar que eles cometeram o crime influenciado pelo jogo e, com essa ação, tentar reverter o crime para Homicídio simples, baseado no tal jogo que ninguém sabe o que é. Com isso, os assassinos iriam para um júri popular, que poderia ser muito bem influenciado por todo esse circo que a mídia sensacionalista está armando e, jogando a culpa em cima do RPG, poderia até inocentar os “pobres coitadinhos vítimas do jogo” do Mayderson e Ronald…
O que tem de ficar bem claro é o seguinte: os criminosos entraram na casa, apontaram armas para Tiago e sua família, doparam a família sob a mira do revólver, levaram o garoto até o caixa eletrônico onde roubaram R$ 4.000,00 de sua poupança e depois executaram friamente a família com tiros na cabeça, para não serem reconhecidos. A história do “RPG” só apareceu dois dias depois que os assassinos foram capturados pela polícia, sob orientação do advogado de defesa da dupla.
Os dois assassinos não são jogadores de RPG e posso afirmar isso com experiência de mais de 15 anos como escritor e profissional do RPG. São bandidos frios e calculistas que estão aproveitando a incompetência do delegado e o sensacionalismo da mídia para tentar se salvar de um crime hediondo.
Marcelo Del Debbio
Arquiteto e designer de jogos
Como ajudar o RPG
Site: Cláudio Pozas
A primeira inciativa para divulgar o RPG tem que partir do RPGista, não adianta ficar cobrando que “alguém” (editora ou distribuidora) faça algo.
1) Ensine alguém a jogar ou o hobby vai acabar na sua geração.
2) Seja franco, aberto e paciente a respeito de perguntas sobre o RPG. Em sua forma mais básica, o RPG é “brincar de faz-de-conta”, e só essa descrição já desfaz muitos dos preconceitos do RPG.
3) Apóie os autores e editoras que você gosta, comprando seus produtos e incentivando seus amigos a fazer o mesmo. E critique produtos ruins, para que possíveis compradores possam prestigiar produtos bons.
4) Chame amigos com quem você não joga para experimentar uma sessão leve (duas horas, no máximo, com personagens pré-gerados). Nada de entrar no meio de uma campanha, e sim um jogo pré-contido, com começo, meio e fim.
5) Participem de eventos e encontros, para criar um clima de camaradagem entre os RPGistas. Se não tiver um encontro na sua região, organize um.
6) A maioria dos jornais e telejornais tem um canal com seus leitores/espectadores. Ligue, sugira uma matéria sobre RPG, ou a cobertura de um evento de RPG na sua cidade, avise sobre iniciativas de RPG e Educação.
Quanto aos profissionais, cabe a eles:
1) Serem profissionais. Ter dois empregos não é desculpa para atrasos, produtos mal-acabados ou mal-editados. Ao definirem uma data, cumpram a data. Imprevistos acontecem, mas não prometam o impossível.
2) Serem realistas. Não planejem uma série de 80 livros, que abrangem o épico conflito entre blá-blá-blá. Planejem UM livro, com uma sequência já escrita e pronta para ser produzida caso o primeiro venda bem.
3) Serem atenciosos. O consumidor tem opiniões que devem ser levadas em consideração.
4) Utilizarem as mídias disponíveis. A própria WotC descartou completamente a possibilidade de anunciar D&D na TV, é a proverbial bazuca para acertar passarinho. Anúncios devem ser feitos em revistas em quadrinhos (olha as duas Conan na banca), de games (especialmente se há um game relacionado em lançamento, como o Demon Stone ou o D&D Online) ou de cinema (Senhor dos Anéis já passou, mas Nárnia vem aí). No caso de editoras d20, é perfeitamente aceitável que duas ou três se juntem para pagar um anúncio.
5) Utilizarem a internet. Atualizem seus sites com regularidade (pelo menos uma vez por mês). Ofereçam prévias de produtos que estão para chegar às bancas, download de mapas em branco, aventuras. Mantenham uma seção para tirar dúvidas.
6) Serem cordiais. O mercado nacional de RPG é um barco, e todos estamos dentro dele. Ou todos se ajudam e remam na mesma direção ou o barco afunda.
Não há espaço para rivalidades e implicâncias.
7) Doar livros de RPG para bibliotecas e escolas e apoiar lojas de RPG.
Como ajudar o RPG
Site: Cláudio Pozas
A primeira inciativa para divulgar o RPG tem que partir do RPGista, não adianta ficar cobrando que “alguém” (editora ou distribuidora) faça algo.
1) Ensine alguém a jogar ou o hobby vai acabar na sua geração.
2) Seja franco, aberto e paciente a respeito de perguntas sobre o RPG. Em sua forma mais básica, o RPG é “brincar de faz-de-conta”, e só essa descrição já desfaz muitos dos preconceitos do RPG.
3) Apóie os autores e editoras que você gosta, comprando seus produtos e incentivando seus amigos a fazer o mesmo. E critique produtos ruins, para que possíveis compradores possam prestigiar produtos bons.
4) Chame amigos com quem você não joga para experimentar uma sessão leve (duas horas, no máximo, com personagens pré-gerados). Nada de entrar no meio de uma campanha, e sim um jogo pré-contido, com começo, meio e fim.
5) Participem de eventos e encontros, para criar um clima de camaradagem entre os RPGistas. Se não tiver um encontro na sua região, organize um.
6) A maioria dos jornais e telejornais tem um canal com seus leitores/espectadores. Ligue, sugira uma matéria sobre RPG, ou a cobertura de um evento de RPG na sua cidade, avise sobre iniciativas de RPG e Educação.
Quanto aos profissionais, cabe a eles:
1) Serem profissionais. Ter dois empregos não é desculpa para atrasos, produtos mal-acabados ou mal-editados. Ao definirem uma data, cumpram a data. Imprevistos acontecem, mas não prometam o impossível.
2) Serem realistas. Não planejem uma série de 80 livros, que abrangem o épico conflito entre blá-blá-blá. Planejem UM livro, com uma sequência já escrita e pronta para ser produzida caso o primeiro venda bem.
3) Serem atenciosos. O consumidor tem opiniões que devem ser levadas em consideração.
4) Utilizarem as mídias disponíveis. A própria WotC descartou completamente a possibilidade de anunciar D&D na TV, é a proverbial bazuca para acertar passarinho. Anúncios devem ser feitos em revistas em quadrinhos (olha as duas Conan na banca), de games (especialmente se há um game relacionado em lançamento, como o Demon Stone ou o D&D Online) ou de cinema (Senhor dos Anéis já passou, mas Nárnia vem aí). No caso de editoras d20, é perfeitamente aceitável que duas ou três se juntem para pagar um anúncio.
5) Utilizarem a internet. Atualizem seus sites com regularidade (pelo menos uma vez por mês). Ofereçam prévias de produtos que estão para chegar às bancas, download de mapas em branco, aventuras. Mantenham uma seção para tirar dúvidas.
6) Serem cordiais. O mercado nacional de RPG é um barco, e todos estamos dentro dele. Ou todos se ajudam e remam na mesma direção ou o barco afunda.
Não há espaço para rivalidades e implicâncias.
7) Doar livros de RPG para bibliotecas e escolas e apoiar lojas de RPG.