Lançamento: Malditos! RPG

Malditos! é um jogo azevediano de faz de conta, ou seja, um RPG inspirado na obra de Álvares de Azevedo. Seu foco está no destino romântico dos personagens dos jogadores. Ele foi lançado em 2006, originalmente como um .PDF para download gratuito, e agora o seu autor, o Camilo, está lançando uma nova versão dele impressa, totalmente revisada.

Para quem não sabe, Álvares de Azevedo foi um poeta sorumbático, ultra-romântico, do século XIX, que morreu aos 21 anos. Além da obra de Álvares de Azevedo, Malditos! também é inspirado em histórias como Frankenstein de Mary Shelley. No jogo existem regras específicas para focar no destino romântico dos personagens dos jogadores. As demais regras ficam dentro do que se espera de um jogo de RPG: existem quatorze Perícias e dois Aspectos (um para ferir, outro para ser ferido), e um ou dois dados comuns de seis faces são o suficiente para jogar. Não existem listas de armas, armaduras, veículos ou pesos de equipamentos.

O próprio autor inventou, escreveu, revisou, diagramou, imprimiu e encadernou o Malditos! Trata-se de um livro artesanal, ou, se preferirem, caseiro. Um verdadeiro RPG Alternativo.

O lançamento foi feito agora para março. Preço de cada exemplar: apenas R$ 10,00 reais, mais despesas de envio. O livro possui 72 páginas, miolo preto & branco, e capa preta. A primeira tiragem é de apenas 20 exemplares, então corram logo para adquirir o seu. A classificação etária é de 18 anos.

Para comprar, entre em contato com camilorpg@wordpress.com. As despesas de envio são de R$5,00 geralmente.

Veja fotos do Malditos! aqui. Preferí não usar as fotos do autor nesse post, já que não há nenhum scan da capa.

A versão original de 2008 em PDF, disponibilizada no próprio Blog do Camilo e no Jornal de Poesia.

Veja poemas de Álvares de Azevedo no site Domínio Público ou no Jornal de Peosia. De brinde, um poema dele:

 

Último soneto

Já da noite o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!

Do leito, embalde num macio encosto,
Tento o sono reter!… Já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece…
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.

Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos, por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!

 

(texto publicado originalmente na RedeRPG, versão adaptada com mais detalhes)

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