A licença OGL da 5ª edição

phb5Para começar, vamos falar sobre a antiga licença OGL e do que se trata ela antes de chegar na licença atual.

Para o lançamento do Dungeons & Dragons 3ª edição tivemos vários documentos que liberavam o documento: a OGL que serve como documento para a liberação do jogo em si e seria incluida em qualquer RPG que a usasse, a próxima é a D20 System que incluía o famoso selo D20, por fim, o SRD (o documento de referência do sistema) que continha o básico do material para que fosse produzido o material. O responsável por essa liberação foi o empresário Ryan Dancey, que foi coaautor do Hero’s Builder Guidebook.

Quando do lançamento do D20 Modern, cria-se uma licença própria pra ele e depois, quando ocorre a atualização da edição do D&D 3.5 a SRD também é atualizada. A licença, durante a fase 3.0/3.5 levou a criação de vários títulos independentes tais como os retroclones como OSRIC, Labyrinth Lord, Dark Fate, Castles & Crusades, Sword & Wizardry… Também surge, bem na transição entre o D&D3.5 e o 4.0 surge o Pathfinder RPG, após a perca da licença das revistas Dragon e Dungeon pela Paizo e no Brasil, o retroclone Old Dragon (também Space Dragon e Tragoédia) e Tormenta RPG. Não há como negar que esses títulos citados aqui foram, em sua maioria, um sucesso. Tivemos vários artigos sobre esses títulos aqui no blog.

E quando do anúncio da edição 4.0, a D20 System é cancelada enquanto a OGL/SRD continuam, por não poderem ser canceladas. A 4ª edição ganha a sua licença, bem mais restritiva, chamada GSL. A bem da verdade, essa licença era bem similar a atual da Nintendo para a criação de vídeos dela, atualmente. Mesmo assim, houve muitas empresas trabalhando com a licença, mas em número bem menor.

A quinta edição…

Então, surge a quinta edição de Dungeons & Dragons e depois de um tempo disponível é anunciada que teremos uma licença para o sistema, mas sem prazo. ENtão, no início desse ano de 2016 temos o lançamento da SRD contendo um resumo da OGL, já que não inclui todo o material, apenas o básico, pois temos apenas exemplos de subraças e arquétipos. Agora, você pode escolher entre produzir material por si próprio (OGL) ou colocar a venda na loja da Wizards (DM’s Guild) e para cada um, temos restrições a começar que você pode produzir seu material para D&D5.

Então, se você quiser fazer algo OGL, no qual você pode publicar livros com a licença D&D à vontade, mas sem ser considerados propriamente D&D, tal qual era a OGL da terceira edição, mas não pode vender nessa loja. Se preferir a DM’s Guild você não pode vender seu sistema baseado em D&D5, mas pode vender seu PDF na loja deles a vontade, podendo inclusive ser considerado para ser produzido pela própria Wizards (veja bem que não é uma certeza), além de poder usar o cenário de Forgotten Realms como base.

koboldtrPara baixar o SRD 1.1 e a OGL 1.0a clique aqui (Mirror) Como pode ser que ele sofra alterações através do tempo, com a inclusão de materiais, deixo o link para o site e também vou hospedá-lo na minha pasta. Se quiser vê-lo online, clique aqui (não oficial).

Aliás, temos brasileiros na DM’s Guild: Igor Moreno, autor do Space Dragon, lançou três títulos com Monstros (um deles ao lado), AlanVenic Gonçalves lançou Tomos para Classes, incluindo material em português! O pessoal do site RPGNext.com.br também possui material em português lá. Pra finalizar, tem um usuário chamado Diego Bastet que pode ser brasileiro, cheio de arquétipos.

Fontes: Covil RPG e RedeRPG

3 pensamentos sobre “A licença OGL da 5ª edição

  1. Bem explicado, parabéns!

    Só um detalhe. Na verdade é a OGL versão 1.0a (a mesma licença usada no SRD 3.0 e 3.5, inalterada), e a SRD 5 versão 1.1 (a SRD da 5ª edição, na versão digital 1.1). Você disse que a OGL é 1.1 ali no 3º parágrafo de “A quinta edição…”.

    Interessante é que mesmo que a SRD 5 não seja completa, nada nos impede de completá-la, copiando o material do PHB, DMG etc. A OGL permite isso, fizemos o mesmo com D&D Original, Basic, AD&D, e até com a 4ª edição etc. Só não vai dar pra publica no site da Wizards, como você explicou.

  2. Pingback: Saga20 : A história de um selo (parte 0) – RPG News

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