Financiamento coletivo: O Véu

oveucapas_livrosUm RPG projetado para contar histórias em um universo cyberpunk atraente e desafiador.

O Véu é um jogo de RPG cyberpunk que usa a mecânica de jogo apresentada em Apocalypse World, Dungeon World e muitos outros jogos, chamada de Apocalypse World Engine, para facilitar a criação de um cenário futurista em que os avanços tecnológicos forçam a humanidade a redefinir a si mesmos.

O Véu

O Véu apresenta muito mais do que apenas as regras para jogar, ele estrutura o conteúdo com tons literários e vem repleto de excelentes idéias e sugestões para contar histórias dentro de um universo cyberpunk, traz além de belíssimas ilustrações, que dão clima ao estilo hiper-tecnológico, inúmeras citação de autores do gênero, ou de obras cinematográficas e te inspira mais ainda a criar o universo ao redor dos personagens.

Nesta campanha, na qual buscamos viabilizar a produção do livro e sua tradução aqui no Brasil, traremos uma série de conteúdos exclusivos além de seu segundo livro a ser lançado lá fora, o suplemento Cascata.

O Véu é um livro no tamanho 16×23, em capa mole, com cerca de 400 páginas em papel offset, inteiramente ilustrado e colorido e o Cascata segue a mesma configuração em cerca de 240 páginas.

O Véu contém todas as informações que você precisa para jogar e desenvolver o universo do jogo. Nesse sentido, Cascata apenas amplia a experiência, adicionando novos elementos em jogo.

O Véu é toda a camada de realidade híbrida que permeia a vida de todas as pessoas do mundo. É a rede virtual onde transitam as informações. O Véu é a evolução da Internet, é o espaço entre o físico e o digital criado graças a uma tecnologia de realidade aumentada extremamente avançada. Todos, ou quase todos, dependem do Véu para viver: pagamentos, propagandas, compras, senhas, chaves, comunicação. Tudo acontece no Véu que cobre a realidade e a torna algo a mais.

As propagandas podem nunca assumir a forma física, pois são apresentadas como painéis flutuantes existentes apenas no espaço digital. Talvez ninguém use maquiagem porque o avatar digital que eles apresentam ao mundo está sempre em bom estado.

O mundo em que você joga é o mundo que o seu grupo cria. A construção do mundo ocupa a melhor parte da primeira sessão e continua em todas as sessões futuras. Este é um jogo de contação de histórias colaborativo onde cada pessoa, incluindo o MC (MJ), tem uma mão ativa na criação do universo em que os personagens existem e transitam.

Clique aqui para apoiar o financiamento coletivo no Catarse!

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Cascata

Cascata é o primeiro suplemento para O Véu e adiciona uma tonelada de conteúdo adicional que, além de trazer muito valor ao jogo original, também funciona bem como um recurso autônomo para qualquer pessoa interessada em criar sua própria configuração e cenário cyberpunk.

Existem elementos estáticos embutidos no Cascata para ajudar a solidificar qualquer configuração gerada na ficção. Isso permite um lugar ideal para promover um novo jogo ou mover uma campanha existente para essa nova “ambientação’. Para aqueles que não querem gerar um novo cenário, Cascata faz isso pra você: uma Taipei futurista está preparada e pronto para que você mergulhe, junto disso, um mistério assassinato diabólico inspirado por Altered Carbon ( o romance homônimo bastante conhecido através da recente série cyberpunk da Netflix).

Em Cascata, você interpreta os protagonistas de sua própria história, onde os neurochips são usados para baixar e carregar a consciência humana em pessoas sem que uma mente as ocupe. Esses corpos “vazios” são chamados de Trajes. Você toca relíquias de um tempo passado, mentes totalmente digitalizadas preservadas em neurochips e recentemente decantadas em um corpo novo e desconhecido. Você é uma mente imprimida em um neurochip desatualizado e sente falta das memórias que compunham quem você é ou quem você costumava ser.

Enquanto você joga para descobrir o que aconteceu com você e o que acontece a seguir em sua história, você também joga para descobrir como o mundo mudou e como estar em um corpo diferente do que você nasceu, afeta quem você é.

Cascata pode ser uma expansão para personagens que foram usados em jogo em O Véu. Esta é a oportunidade de trazer de volta um personagem de sua sessão de O Véu com um novo toque. Explore-os com mais detalhes, descubra como eles mudaram junto com o mundo que eles conheceram anteriormente!

Cascata é um suplemento para O Véu, e leva ele um passo adiante.

O suplemento adiciona novas cartilhas, adiciona os ‘Plug-ins’ para os arquétipos de jogo, que modificam os personagens de maneiras novas e interessantes e permitem mais crescimento e expansão a eles, adiciona uma nova mecânica que ajuda a desvendar os mistérios emergentes que os próprios jogadores criam para seus personagens, um novo sistema de recompensas, traz um novo capítulo que aprofunda mais o seu conhecimento no gênero a fim de te instruir a criar um cenário mais consistente com a proposta de jogo que seu grupo busca, adiciona uma mecânica que visa um estilo de jogo rápido, para ser jogado em cerca de 1 ou 2 sessões se você quiser, vem repleto de novas ilustrações belíssimas, e mais.

O sistema

O Véu usa o sistema Apocalypse World Engine, o mesmo sistema de jogos como Dungeon World, Monstro da Semana, Desmortos, Sombras Urbanas e muitos outros, mas vem com muitas mudanças inspiradas no conceito em toda a literatura cyberpunk, em hacks recentes, além de buscar inspiração em outros jogos e o que gostamos de ver na mesa. Em sua essência, e mecânica do Apocalypse World usa 2d6 para determinar em qual direção a história se dirige e com quanta dificuldade um personagem realiza o que se propõe a fazer, se é que o faz.

De forma resumida, quando um personagem faz algo que desencadeia um movimento na ficção do mundo do jogo rolamos os dados para ver o que acontece, com 2d6 (+ um modificador) a rolagem é feita e se o resultado for 10 ou mais o personagem faz o que ele se propôs a fazer; com 9 à 7 ele faz a ação mas terá um custo, e com um 6 ou menos, o Narrador decide o que acontece.

oveucartilhas

O livro básico vem com 12 cartilhas, as nove originais programadas para entrar na configuração original, mais as que foram alcançadas como meta extendida na campanha original de kickstarter que viabilizou a produção do jogo lá fora. (Todos os respectivos nomes dos arquétipos e termos do jogo ainda não estão com suas traduções oficiais, por isso no texto, trataremos eles por seus nomes originais em inglês por enquanto).

The Apparatus: é uma Inteligência Artificial recém-desperta lutando para aprender sobre o mundo e qual seu lugar nele.

The Architect: armado com um ciber-cérebro poderoso e aprimorado; ele pode moldar e manipular ambientes digitais, incluindo aspectos da realidade mista qual todos vivem.

The Attached: entregue à sua própria criação; são um tipo de Frankenstein que pode ou não ter sido criado como um monstro.

The Dying: sofre de uma doença que os mata, mas isso também lhes permite ver e fazer coisas que ninguém mais pode.

The Empath: é capaz de interagir com as emoções como se fossem coisas tangíveis capazes de manipulação.

The Honed: recusa-se a acreditar ou integrar-se à tecnologia e à cibernética. Eles treinam e afiam seu corpo em uma ferramenta com a qual podem realizar coisas surpreendentes.

The Catabolist: obcecado com a integração de sistemas cibernéticos em seu próprio corpo que os rejeita por meios convencionais. Somente através de seus próprios meios você é capaz de pegar tecnologia, modificá-la e fazer uso dela.

The Honorbound: reforça o código rígido de Giri – a moeda social.

The Onomastic: procura os verdadeiros nomes das coisas e conhecimento perdido, corrompido ou escondido por detrás do Véu.

The Executive: parte de uma entidade maior o Executive trabalha dentro do sistema para realizar seus próprios objetivos.

The Wayward: o futuro chegou e trouxe consigo uma nova era da tecnologia onde o digital e o físico sangram juntos, desfocando a linha entre ambos. A natureza não será interrompida, ela encontra um caminho e onde quer que você esteja nesta era cromada, ela encontrá você.

The Seeker: persegue a iluminação e vê o mundo através das lentes de sua fé.

Em O Véu, os estados emocionais dos personagens funcionam como estatísticas, tomando o lugar dos atributos convencionais. Seis estados emocionais estimulam os jogadores a permanecer em sincronia com seus personagens e acrescentar detalhes evocativos; quando um jogador desencadeia um movimento, ele deve pensar em qual estado seu personagem está, de forma que possa adicionar o modificador apropriado.

Giri, uma palavra de origem japonesa que significa dever ou obrigação, é em O Véu, uma dívida de honra e desempenha um papel importante no cenário com mecanismos que a apoia, aparecendo em jogo como dívidas entre os personagens. Se você faz algo por alguém, esse alguém agora tem uma Giri com você, eles fazem algo por você, você agora deve a eles algum tipo de favor, você até pode negar, mas isso vem carregado de algum custo criando uma rede de conexões entre o jogador e os personagens não-jogadores que podem acarretar relacionamentos e motivar ações no jogo. Isso parece especialmente importante nos dois locais de assinatura do tema cyberpunk: a rua, onde quem você conhece pode mantê-lo vivo e no mundo da intriga corporativa.

As cartilhas de jogo contribuem para a ficção e estão ligadas a certos elementos dela. Dessa forma levam os jogadores a assumir a liderança e ter autoridade sobre elementos centrais para seu personagem.

Rótulos como posicionamento ficcional se tornam uma maneira fácil e saborosa de modificar a cibernética e a tecnologia, e como os personagens interagem com o mundo de forma a acelerar a criação. Em O Véu, os protagonistas estão em constante mudança, reavaliando como eles vêem o mundo e sendo recompensados por isso.

O livro conta com amplo suporte para MCs (MJs) projetando cenários que visam chegar ao centro de questões importantes sobre a humanidade além de estar no centro de todas as mídias clássicas do cyberpunk.

É claro que há também um conjunto de movimentos básicos para facilitar tornar a interação com o jogo e o cenário, uma experiência cinematográfica, o cyberpunk, o mundo, e tudo mais que você esperaria de um jogo Powered by the Apocalypse.

A Fábrica

A Fábrica iniciou atividade como uma nova editora no mercado brasileiro de RPG no inicio do ano passado. Atualmente conta no catálogo com jogos como Não Caia no Sono (Don’t Rest Your Head), Evolution Pulse, The Indie Hack, Desmortos (Undying), o suplemento para Dungeon World, Aventuras no Planeta Dungeon (Adventures on a Dungeon Planet) e uma aventura dedicada chamada Batalha Entre os Mundos, além de Awaken, um Rpg croata recentemente financiado por via de uma campanha bem sucedida aqui no Catarse. Além disso, alguns projetos futuros já anunciados. Jogos como, Infected!, Fantasy! Old School Gaming, Praxis: Black Monk, Degenesis, e mais.

Você encontra mais informações através do endereço http://fabricaeditora.com.br/

 

2 pensamentos sobre “Financiamento coletivo: O Véu

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