Crítica – Homem-Aranha: No Aranhaverso

xz85wa1Evitarei ao máximo spoilers, mas como esta é a minha primeira crítica de um filme, capaz que eles apareçam. Então, siga com parcimônia e boa leitura!

O personagem principal de Homem Aranha no Aranhaverso é Miles Morales, um estudante do Brooklin com pai policial e mãe paramédica de origem latina, ele é picado por uma aranha radioativa e tem de aprender a dominar seus poderes, o que nunca é fácil, além de ter de ter de assumir uma responsabilidade grande demais, sabe como é, o que o tio Ben sempre dizia:

“Com grandes poderes vem grande responsabilidade!”

(Se essa não é a primeira vez que você lê essa frase em algo sobre o Homem-Aranha, pode considerar um drink game. Aliás, para que criar suspense? Você já esperava essa frase!)

Neste meio tempo, encontra outras versões suas de realidades alternativas: Peter B. Parker (TRN701 enquanto o Miles e o Peter Parker são da TRN-700), um Homem-Aranha despreocupado pela vida, meio “cheinho”, divorciado; Gwenaranha (Terra-TRN 702) na qual o Parker morre nessa dimensão e ela desiste dessa dimensão, Spider-Man Noir (TRB-704) que vive em um universo preto-e-branco típico de filmes noir e está no ano de 1933 enfrentando nazistas e que perdeu seu tio; Porco-Aranha (Terra-8311), que vive em um mundo de desenho animado com animais antropomórficos e é repórter do Dialy Beagle, é um personagem criado em 1983, bem antes dos The Simpsons referenciarem a ele no filme e Peni Parker (RN-704), em estilo anime, uma cientista que tem um robô chamado SP//dr que também serve como seu traje de aranha, ela que perdeu o pai, assassinado. Uma falha do filme é que os três últimos personagens estão pouco desenvolvidos em relação aos três primeiros, o qual ficamos sabendo mais sobre a vida deles. Talvez uma continuação dê cabo disso.

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A animação, seja em estilo ou em fluência corre muito bem, há a aplicação até de fotos como quando Miles prende as mãos nas almofadas, parece que foi utilizado fotos. Há muita metalinguagem, ou seja, a reprodução de balões de quadrinhos, linhas de expressão e até mesmo o sentido aranha aparece ilustrado. Aliás, vale muito a pena ver a tela de créditos e o vídeo de pós créditos para ver mais estilos de animação. Vi algumas pessoas reclamando de que a animação cansou a cabeça, eu vi em uma seção 3D e mesmo com a minha miopia, não senti o cansaço, mas por ter de usar óculos, achei melhor ver umas cenas sem ele.

O roteiro é uma versão da HQ Ultimate, a qual ele assume o papel de Homem-Aranha na Universe Fallout #4 em 2011 enquanto a o Spider-Verse surge em 2014, é importante que oficialmente os personagens dos quadrinhos e da animação pertencem a universos diferentes, conhecemos a família, a repulsa dele em relação a nova escola, a relação com o tio que, seguiu um caminho diferente do pai, durante a elaboração de uma arte no esconderijo favorito, ele recebe a sua picada de uma aranha picada com o número 42 (Isso não é explicado, mas é um experimento de Norman Osbourne, o Duende Verde conforme a HQ explica) enquanto tenta se acostumar com os poderes, ele encontra o Homem Aranha e a partir daí ocorre o encontro com os outros aranhas do Multiverso, já citados, assim como enfrentar os vilões, liderados pelo Rei do Crime, que tem um grande objetivo, mas o faz por vias tortas, que pode levar a mistura dos multiversos. O roteiro enfrenta problemas? Sim, como a mudança rápida de opinião de dois personagens sobre outras pessoas, assim como o Rei do Crime tomando uma atitude como um vilão clássico, daí veio a minha maior surpresa do filme.

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Curti bastante o filme, cheio de ação, com roteiro bem amarrado ligando as histórias (ainda que alguns não tenham a melhor apresentação), há um forte exercício para representar o quadrinho em estilo pop-art na tela, uma aparição muito legal do Stan Lee na qual ele repete o personagem da série Homem Aranha Ultimato exibida entre 2012 e 2017, que tem ligação enorme com esse filme, já que são baseados na mesma HQ. A Gwenaranha é, sem dúvidas, a melhor personagem, cheia de personalidade e inteligente.

A participação da tia May e do pai do Miles e muito importante, assim como a representação de uma Nova Iorque alternativa a da Terra e a do Homem Aranha cansado (um resumo aqui, no tópico Alternate Universe). Você sente tanto o clima da cidade quanto do beco, no Brooklin, há até citação a Banksy e o estilo de arte dele é usado no filme. Trata-se de um filme sobre responsabilidade e amizade, mesmo que a pessoa que você jamais volte a ver a pessoa que você mais goste na vida. Também é sobre superar barreiras, uma por uma, devagarzinho e mesmo que a vitória não seja alcançada, mas chegue perto desta.

Talvez estejamos apenas presenciando o início de uma grande franquia de filmes animados com a tutela da Sony usando personagens da Marvel, além de uma série em específica da Gwenaranha. Há muitos personagens a serem explorados no futuro. A cena pós-créditos dá muita margem para continuação. Se isso se confirmar, só digo uma coisa:

CHANGE LEOPARDON!

Sugestão de artigo: Multiverso no RPG o qual detalho alguns multiversos do RPG, incluindo os da DC e Marvel (acredito que estes devam ser ampliados). Aliás, devo retomar esse tema em breve. E para quem estranhou a frase em negrito acima, aguarde até a próxima semana!

Nota: 4 cubos mágicos de 5.

Trailers:

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