Financiamento Coletivo: Monteiro Lobato (últimos dias)

Apoie a reedição de 2 livros raros do Monteiro Lobato: O poço do Visconde e O escândalo do Petróleo

O objetivo é republicar dois livros do Monteiro Lobato dedicados a importância da exploração de Petróleo pelo Brasil de forma nacionalista. E sensibilizar a população sobre as sabotagens (internas e externas) que nosso país vem sofrendo para que não se desenvolva plenamente.

Estes são livros pouco conhecidos do Monteiro Lobato e dada a sua importância valiosa acreditamos que merecem uma maior divulgação. Eles retratam cenários que se repetem ao longo da nossa história, e assemelham-se muito com o contexto político atual.

Os livros são:

– O Escândalo do Petróleo.

– O poço do Visconde: Geologia para crianças.

Os livros são complementares, sendo o primeiro dedicado ao público adulto e o segundo ao público infanto-juvenil.

Esta campanha tem como diferenciais: 

  • A publicação de dois livros de conteúdo significativo e urgente pouco visados por grandes editoras. Assim o financiamento coletivo surge para facilitar o seu acesso e distribuição.
  • A edição do livro “O poço do Visconde” atualizada para as novas regras ortográficas, reduzindo formas de português arcaico e termos em desuso, preservando a originalidade do texto. Notas explicativas serão adicionadas no rodapé para explicar termos geológicos ou técnicos que estejam defasados. Dessa forma, a leitura torna-se mais simples, descomplicada e fluida para as crianças e adolescentes.
  • Notas de rodapés e textos complementares para a explicação e contextualização geopolítica e técnica.
  • Utilização da campanha como meio de conscientização da sociedade brasileira para a defesa do nosso patrimônio nacional.

Clique aqui para apoiar o projeto

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O escândalo do Petróleo

Nesse livro Monteiro Lobato publica depoimentos apresentados à Comissão de Inquérito sobre o Petróleo. E busca responder à seguinte questão:

Por que, dos dois maiores países da América, descobertos no mesmo ciclo, povoados com os mesmos elementos (europeu, índio e negro), libertados politicamente quase na mesma época, com territórios equivalentes, um se tornou o mais rico e poderoso do mundo e o outro permanece atrofiado?

Ele ressalta que naquela época existia uma pressão das empresas distribuidoras de combustível para manter o Brasil dependente de sua importação. E a forma encontrada foi a de sugestionar a opinião pública de que aqui não havia Petróleo.

Daí o interesse delas em que permaneçamos eternamente fregueses.
Em virtude disso, muito logicamente e de longa data, vêm elas sugestionando a nossa opinião pública para manter o indígena convicto de que aqui não há petróleo.
Pois bem, nada as ajuda tanto nessa propaganda como a política antipetroleira do nosso Departamento Mineral cujo lema se resume nisto: Não tirar petróleo e não deixar que ninguém o tire.

O brasileiro era condicionado a acreditar que não existia petróleo em território nacional. E o pouco incentivo ao Serviço Geológico, autorizado a perfurar poucos poços, acabava confirmando esse viés.

O Serviço Geológico fingia que furava e depois, com a carinha mais inocente do mundo, dizia: “Não tem. Vocês estão vendo que não tem…”

Mas era mentira. Não furava coisa nenhuma. Fingia que furava. Abria buraquinhos ridículos, insuficientes para qualquer conclusão, buraquinhos de tatu, de cem, duzentos, trezentos, quatrocentos metros, coisa que nada vale numa era em que as perfurações vão até mil e quinhentos, dois mil, três mil metros, havendo já um poço nos Estados Unidos com mais de cinco mil.

O Poço do Visconde

Este livro é dedicado às crianças. Cheio de passagens lúdicas sobre conceitos básicos de geologia, exploração de Petróleo e geopolítica. Este livro, com a excepcional didática de Monteiro Lobato, influenciou centenas de crianças no século passado, que se tornaram geocientistas e engenheiros de Petróleo.

É complementar ao “Escândalo do Petróleo”, pois traz a mesma visão política sobre a industrialização do Brasil como forma de alcançar autonomia e independência econômica. Foi escrito após o sucesso do “Escândalo do Petróleo”, que vendeu dezenas de milhares de livros em seu lançamento em 1936.

No dia em que tal acontecer e o Brasil passar de comprador a vendedor de petróleo, então deixaremos de ver essa coisa tristíssima de hoje — milhões de brasileiros descalços, analfabetos, andrajosos — na miséria. O Brasil tem todos os elementos para tornar-se um país riquíssimo — mas riquíssimo de verdade, e não, como hoje, apenas rico de “possibilidades” — ou de “garganta.

Neste livro encontramos trechos memoráveis como:

Ah, o sorriso que tenho nos lábios é um sorriso geológico — o sorriso de quem sabe, olha, vê e compreende. Este barranco é para mim um livro aberto, uma página da história da terra na qual leio mil coisas interessantíssimas.

intrusiva

E esta dura e preta aqui, Visconde? Perguntou a menina tentando quebrar um pedaço de rocha muito irregular que se intrometia pelas camadas.
– Oh, isso já não é rocha sedimentári, é uma rocha vulcânica. Já expliquei que as rochas vulcânicas são derrames das pedras derretidas pelo calor central, que saem pela boca dos vulcões ou se intrometem pelas rochas sedimentárias.
– São vômitos então, disse Emília com cara de nojo, cuspindo.
– Reparem que esta rocha cinzenta e tão dura não está em forma de camada, como as outras. Não é um produto da sedimentação. O que fez foi introduzir-se a muque pelas camadas de rocha sedimentária adentro. Chama-se a isto uma intrusão.

Clique aqui para baixar um capítulo d’O Poço do Visconde

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