Dragão Brasil #150 e a história da revista

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E a Dragão Brasil atinge um marco, a de 150 edições e como faz tempo que não faço os tópico-a-tópico aqui, achei legal falar dela. Mas quero abordar de forma diferente, focando mais no número da revista, o que é mais ou menos uma edição de aniversário.

A Dragão Brasil no formato atual voltou na edição 112, o que excluía as edições impressas da fase Telles (#112 a #120, fase da qual participei quando escrevia para a RedeRPG) e as da fase Silvio Compagnoni Martins (#121 e #122) fazendo um retcon na contagem das edições. A primeira edição desta nova fase é possível dizer que era despretensiosa com uma adaptação de Stranger Things para 3D&T e o Demogorgon para Tormenta RPG. A volta veio mesmo na #113 na qual após o financiamento coletivo constante (ou seja, o qual você paga mensalmente) e trazendo as mudanças em Tormenta para quem estava desatualizado, assim como os autores puderam escolher suas edições favoritas e foi falado sobre a Guilda do Macaco e o Monster Chef (ao que parece, este está extinto), todos relativos a Tormenta e a própria Dragão Brasil.

As edições especiais

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Dragão Brasil #50 e #100 e Dragon Slayer #28

Antes de começar a falar da edição atual, vale ressaltar as edições especiais das outras revistas do Trio (desconsiderando a RPG Master que não teve edição especial) Cada uma delas serviu para um propósito: a Dragão Brasil #50 vinha com a primeira edição de Tormenta de brinde, além de um índice remissivo para as edições até então (este índice se repete, atualizado na edição na #72 e na #100).

A edição #100 falava do evento DragonFest realizado em São Paulo exatamente para comemorar esta edição (na verdade a intenção era sair uma revista especial sobre o evento antes, mas acabou dando errado) e trazia as fotos do evento, review dos lançamentos do evento (interessante ver o lançamento do Anel Elemental: o Legado (Marcelo Paschoalin continua na ativa com a editora Letra Impressa), do Holy Avenger D20 (que posteriormente, para o Tormenta sairia o Guia da Trilogia, montado de forma similar) e o Guia de Classe de Prestígio, que adaptava kits do Manual do Aventureiro de 3D&T para Daemon e D20 System. Foi um dos últimos dos frutos da parceira entre as editoras, sendo o ponto final a disponibilidade do sistema Daemon na Dragonslayer 1 e 2. A revista continha uma entrevista dada pelo trio para o Telles no qual, ao final o Trevisan prometia voltar na 150 enquanto o Cassaro não (era a fase do editor misterioso). Por fim, trazia uma lista com os 100 personagens mais importantes de Tormenta, 100 maldições (para 3D&T e Anime RPG, 100 frases que um mago não pode ouvir do aprendiz, 100 cartas de Magic e a aventura O Desafio dos Quatro para D&D3.0 que valeu prêmios durante o evento. Além disso, a seção de cartas possuía várias cartas de pessoas que eram importantes para o mercado de RPG para época e fecha com o Cassaro despedindo-se de desenhar os paladinos.

Por fim, a edição #28 (finalmente uma edição com números não redondos) trazia o preview do que seria o Tormenta RPG, o novo módulo básico a ser lançado na época assim como o preview de algumas Classes (Bárbaro, Bardo, Feiticeiro, Paladino, Ranger) e um resumo das mudanças nas Raças e a lista enorme de Talentos do livro. Além disso, voltaram as listas de Top, desta vez limitado a 10: Heróis, Heroínas, Vilões, Deuses, Cidades, Itens Mágicos, Cenas, Citações e Perguntas que não querem calar. São abertas de forma bem superficial, com boa parte dos itens sem explicação, mas a parte das perguntas é bem interessante, ainda que a Top1 seja uma zoeira grande com a seção de cartas da Dragão Brasil.

E a edição 150?

O importante a ser dito sobre esta edição é que ela possui o formato paisagem, que vem sendo o padrão desta fase. Além disto, que ela celebra nas Notícias do Bardo a parceria da Jambô com as editoras New Order e Retropunk. Quem se lembra da Megaliga de Editoras Paladinas? Neste caso, é apenas uma parceira para venda no site da Jambô, não chega a ter o conceito de união que existia antes (só o conceito né, porque nunca existiu nada além disso fora o desenho dos principais representantes pelo Ronaldo Barato).

O principal anúncio vem falar do Almanaque Dragão Brasil, que será uma compilação a ser vendida fisicamente das melhores matérias da revista, além de material inédito. que pode se tornar um material anual. As melhores matérias serão escolhidas pelos conselheiros que colaboram mensalmente com a revista. De certa forma, vai lembrar os dois compilados lançados na época da Talismã chamados Dicas de Mestre, mas bem mais colorido.

Na seção  “Dicas de Mestre”, Tudo era mato! aborda a Dragão Brasil antes da Dragão Brasil quando o Cassaro (viu? Ele está presente sim na edição 150) aborda a época em que ele adquiriu o D&D “Basic” caixa vermelha vindo de Portugal (hoje é difícil de achar tanto aqui quanto lá, já que o mercado de RPG em Portugal é bem pequeno, há uma matéria na Dragão Brasil #144 sobre isto) e lá ele se relembra da revista Progames aonde havia uma seção sobre RPG e a sugestão de publicar a revista, que foi levado primeiramente para a Escala e depois para a Trama, a adoção do nome, o termo “RPGista”, os colaboradores e ilustradores, a escolha de conteúdo, a edição Só Aventuras 07 com “Anarquia” na capa e ao ver a Dragon Magazine 223 que falava sobre Primal Rage (a outra mencionada, sobre chocobo só achei para D&D3 na DM323)  e a importância das adaptações que ajudava a baratear o custo das revistas e de atrair novo público. Também é abordada a treta Street Fighter, na qual o RPG em sistema Storyteller foi cedido pela Capcom para a editora quando a mesma não poderia fazê-lo, já que a White Wolf tinha contrato com a Devir, o que não foi a única treta com a editora (não é dito, nas possivelmente estão na lista os GURPS Espada da Galáxia e GURPS Lua dos Dragões que seriam publicados gratuitamente posteriormente e o Toon●Defensores de Tóquio que por fim, se tornaria o Defensores de Tóquio de capa preta, a última encarnação em versão RPG de humor) e a revista hoje em dia após tudo que ocorreu.

Na seção Gabinete do Saladino, o tema é “Números de arrepiar” que não aborda precisamente os números em si, mas relembra a época em que o Saladino era editor-chefe da Dragon Magazine nacional e passou a escrever para a Dragão Brasil também perto do fim desta, o crescimento de Tormenta, a Guilda do Macaco e seus 3 anos de duração, o financiamento coletivo do Tormenta20 e a produção online da revista.

A matéria Top 150 vem com os 150 personagens favoritos de Tormenta, além de conter os 10 preferidos pelos autores dos cenário e também o dos conselheiros. Os que estão no topo mostram o quanto o cenário mudou e o quanto ao mesmo tempo não sofreu alterações desde a publicação da primeira edição, já que tivemos diversas fases, o que inclui a Trilogia, a Guilda do Macaco, Ledd (que aliás, spoiler, tá em 9º). Alguns personagens, como os rivais Talude e Vectorius, por mais que estejam envolvidos em diversos fatos ao longo da história do cenário, não sofreram muitas alterações tanto na vida quanto na personalidade.

A revista também traz os reviews da série Watchmen, do filme A Ascensão Skywalker e Entre Facas e Segredos, a adaptação da série e dos quadrinhos Watchmen para 3D&T e Mutantes & Malfeitores 3ª edição (lembrando que a HQ já tinha sido adaptada na DragonSlayer #24. A atual foi adaptada por Thiago Rosa enquanto a anterior foi para Mutantes & Malfeitores 2ª edição por Leonel Caldela e Guilherme dei Svaldi. na seção Toolbox há um resumo da Guilda do Macaco e as lições aprendidas por ela, na Caverna do Saber como instruir marcos de campanha e como instaurar objetivos específicos, o conto Atmosfera de Sangue de Karen Soarele, regras de como criar uma aventura steampunk, que é continuação da edição anterior, uma mini aventura, Ressaca Mental para super-heróis, como chefe de fase Futakuchi-Onna, uma mulher-demônio de duas bocas da mitologia japonesa para 3D&T e Império de Jade, no Tesouro Ancestral as várias espécies de jogadores (originalmente publicadas na Dragão Brasil #43 com texto original do Theosprastus (acredito que era o Eric Munne, que também trabalhava para a Devir) e do Marlon Teske, além de fotos da CCXP.

Um pensamento sobre “Dragão Brasil #150 e a história da revista

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