Financiamento Coletivo: Jaques & Dalcídio – Livros raros

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Dois clássicos essenciais destes mestres da literatura amazônica precisam do seu apoio!

Após três campanhas de sucesso estamos aqui novamente para a reedição de mais dois livros raros: Ribanceira, romance de Dalcídio Jurandir, e Panela de Barro, livro de crônicas de Jaques Flores. Contribua e nos ajude a preservar e fazer circular de novo estas obras importantes para a Literatura Brasileira de Expressão Amazônica!


Iniciado em 2017, com cinco livros já editados, este projeto tem como objetivo resgatar clássicos amazônicos que hoje se tornaram raros por nunca terem sido reeditados ou estarem sem edições há décadas.

Assim como nas campanhas anteriores, todos os exemplares de Ribanceira e Panela de Barro adquiridos nessa campanha serão numerados e receberão um selo de exclusividade. Assim, além de contribuir para recolocar em circulação estas duas importantes obras da literatura brasileira, você terá um exemplar exclusivo, único.

Clique aqui para participar do financiamento coletivo

Ribanceira, 1978 (Romance)

Publicado em 1978 pela Editora Record, é o décimo (e último) livro do Ciclo do Extremo-Norte (série de romances de Dalcídio iniciada com o premiado Chove nos Campos de Cachoeira) e nunca foi reeditado. Nesse romance, Dalcídio Jurandir nos apresenta como ambiente a cidade de Gurupá, decadente após o fim do período de ouro da borracha na Amazônia, uma cidade morta em que os sobreviventes são de uma poderosa, grotesca e trágica autenticidade. Alfredo — personagem central da série desde o primeiro livro —, agora com 20 anos, enviado para Secretário do município, torna-se “Intendente Municipal dos Escombros” após a fuga covarde do seu antecessor.

Característica marcante em toda a obra dalcidiana, nesse último romance também desliza pelos parágrafos a imagem de uma profunda compaixão humana e a denúncia de uma realidade que nos inquieta e que não esquecemos mais.

Ribanceira é, assim, o capítulo final de uma intensa e profunda obra, das mais expressivas da literatura brasileira, que não se esgota ao findar a leitura. […] É o fecho e ao mesmo tempo o início de um trabalho que consumiu quarenta anos da vida do autor.”

Salim Miguel – Jornal do Brasil, 1979.

DALCÍDIO JURANDIR nasceu em Ponta de Pedras (1909), Ilha do Marajó, e faleceu no Rio de Janeiro (1979). Escreveu onze romances, dos quais dez formam o chamado Ciclo do Extremo-Norte. Recebeu com eles o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, em 1972, além de outros prêmios nacionais com os livros Chove nos Campos de CachoeiraMarajó e Belém do Grão-Pará. Teve edições em Portugal e na Rússia. Colaborou como jornalista e cronista em diversos jornais e revistas. É considerado por muitos o maior romancista da Amazônia e um dos principais autores brasileiros do século XX.

“Trabalhando o barro do princípio do mundo, do grande rio, a floresta e o povo das barrancas, dos povoados, das ilhas, da ilha de Marajó, ele o faz com a dignidade de um verdadeiro escritor, pleno de sutileza e de ternura na análise e no levantamento da humanidade paraense, amazônica, da criança e dos adultos, da vida por vezes quase tímida ante o mundo extraordinário onde ela se afirma.”

Jorge Amado

Ribanceira seguirá o padrão de qualidade das campanhas anteriores, em formato físico e e-book. Terá o prefácio do professor e pesquisador Ernani Chaves, ilustrações de Luana Peixe, fotografia de capa de Walda Marques, diagramação de Dênis Girotto de Brito e revisão de André Fellipe Fernandes.

  • Características físicas do livro: Formato: 14,8 x 21 cm / miolo em papel Pólen Soft 80g/m² / Aprox. 350 páginas / Capa em papel Triplex com aplicação de verniz localizado. Tiragem: 1000 exemplares.

Panela de Barro, 1947 (Crônicas)

Publicada a primeira edição em 1947 pela editora carioca Andersen Editores, é o quarto livro de Jaques Flores. Nele, Jaques apresentou aos leitores 34 crônicas que marcaram a literatura paraense. Seus textos, carregados de humor e ironia, traçam um retrato da sociedade paraense das primeiras décadas do século XX, seus costumes, cultura, culinária, geografia e política.

Abguar Bastos, no prefácio da primeira edição, disse que Jaques escreveu sobre “essas maneiras de viver, de trabalhar, de produzir, de manter o pitoresco numa sociedade entre civilizada e primitiva”.

A literatura de Jaques não envelheceu, permanece vívida e atual. A cada crônica, conhecerás um tanto mais desse universo amazônico, paraense, que reside (e resiste) também em outras literaturas, com seus dramas e glórias, com a dinâmica de um povo que transita entre os polos econômico e cultural de uma sociedade dividida entre o imaginado ‘progresso’ dos centros urbanos e o ‘primitivismo’ das comunidades das florestas e ribanceiras.”

Girotto Brito

JAQUES FLORES (Luis Teixeira Gomes) foi um dos maiores escritores da Literatura Paraense no século XX. Jornalista engajado e notório contador das coisas de seu tempo e de sua gente, Jaques escreveu para jornais e revistas de Belém entre as décadas de 30 e 50, sempre utilizando do seu aprimorado senso de humor e ironia em suas crônicas e poemas, em especial quando tratava de algum escândalo da época. Publicou cinco livros, cujas edições foram rapidamente esgotadas: Berimbau e Gaita: versos e verdades (Poesia, 1925), Cuia Pitinga (Poesia, 1936), Vespasiano Ramos em sua obra (Ensaio, 1942), Panela de Barro (Crônicas, 1947) e Severa Romana (1955).

“Poeta, contista, ensaísta e jornalista, em todas as profissões foi um homem consciente de suas responsabilidades e um constante animador de tudo quanto se relacionasse com a cultura e a arte do Pará.”

Georgenor Franco

“… foi um exímio contador/cantador das coisas de seu tempo; um jornalista engajado, sensível, atento; um trabalhador das letras, um “leitor” das pessoas e do mundo que o circundava.”

Ana Selma Barbosa Cunha

Panela de Barro contará com tratamento editorial cuidadoso; capa, diagramação e prefácio do escritor e editor Girotto Brito.

  • Características físicas do livro: Formato: 14,8 x 21 cm / miolo em papel Pólen Soft 80g/m² / Aprox. 160 páginas / Capa em papel Triplex. Tiragem: 500 exemplares.

Tanto Jaques quanto Dalcídio foram da Academia do Peixe Frito, um grupo de intelectuais que se reuniu em torno de ideais de renovação literária e valorização da periferia, para refletir sobre questões sociais na Amazônia paraense, a partir de 1920.

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