Conheça a Resistência Glórqui

Bem-vindo a Tchuruba!

Há muitos anos-luz, distante daqui como dali, existe um planeta conhecido como Zero (Ø) e em sua órbita existe um peculiar gêmeo planetar. O povo que vivia em Zero chamava este corpo celestial pelo nome de catálogo de XFUrf-14, um planetoide vizinho na órbita da mesma estrela e que os antigos deviam ter outros nomes, mas recentemente é chamado Terra da Oportunidade – em algumas ações de publicidade. Esse outro mundo é quase completamente coberto por pântanos (exceto em seus pólos), e habitado por seres antropocalangomórficos – uma palavra difícil para definir calangos andantes sobre seus dois membros inferiores que falam e pensam como humanos. Vale citar que alguns expoentes do pensamento desse povo nativo atualmente preferem o termo – uma palavra difícil para definir bichos geralmente andantes usualmente com dois membros inferiores que frequentemente falam e pensam parecidos com calangos.

Para os habitantes do mundo Zero, esses seres extrazeranos foram denominadas “Calangus erectus”, um nome acadêmico como tantos outros que usam para exprimir sua ideia de “meio-homemmeio-lagarto”. Tais extrazeranos protestam que possuem seu próprio nome para se chamar e muitos da humanidade já adotaram a nomenclatura original. “Glórquis”, simplesmente, e que em sua língua perdida significa “bichos andantes sobre seus dois membros inferiores que falam e pensam como calangos”. Por outro lado, os glórquis não chamam os indivíduos da espécie Homo sapiens sapiens de Zero de humanos, mas de “zomi”, ou “zumano”, como os glórquis resistentes ao patriarcalismo zumano costumam preferir. Outra diferença lexical encontra-se no nome da estrela: os humanos insistem em chamá-lo de MACS J1149, enquanto o glórquis o chama de Jamjam – que em glórqui antigo significa “bolota amarelona que esquenta nossa terra durante o dia e que de noite vai para outro lugar para esquentar lá também” – e XFUrf-14 de Tchuruba, que em sua língua perdida significa “terra muito distante de qualquer lugar que possui muita lama, mas a gente adora”.

Como era de se esperar, não é apenas nos vocábulos usados que humanos e glórquis discordam: há pelo menos 50 anos (tanto zerano como tchurubestre, já que Zero e Tchuruba possuem uma peculiar órbita coincidente, eles rodam à mesma velocidade em torno do Jamjam e seus dias têm a mesma duração vintequatrohorária), uma expedição zumana chegou a Tchuruba, sob o pretexto de civilizá-los e fazer alianças comerciais importantíssimas que beneficiariam a ambos. No início, os zomi ofereceram bugigangas de metal, palavras grandes com significados simples e concepções de direito tributário, para depois simplesmente estarem com presença forte o bastante para impor obediência com o uso da força de suas armas.

Os glórquis, mesmos suspeitos das intenções belicosas dos “zomi”, resolveram não os tratar com violência, afinal, a parte de uma desavença com vizinhos ou uma briga entre torcidas diferentes, havia espaço para todos no lamaçal que chamavam de lar. Tampouco conheciam qualquer outra espécie inteligente no universo, mesmo considerando seu próprio nível de inteligência como uns limiares baixos, logo, estavam curiosos para conhecer aquela gente estranha. O problema é que eles tiveram o desprazer de serem encontrados pela espécie mais virulenta, desprezível, áspera, hedionda, devastadora e qualquer outro adjetivo ruim, já que não quero repetir nesse parágrafo o termo “belicoso”, visto que estou me referindo aos “zomi”. A história da ocupação humana em Tchuruba realmente contorce os significados prezados pelos humanos do que significa ser “civilizado”. Iniciou então a criação de instalações extrativistas em grande escala e a escravização de glórquis de maneira generalizada.

O tempo passou e os humanos se espalharam por quase todo o território tchurubestre, alastrando suas máquinas e caçando os glórquis mais fortes para os trabalhos forçados em suas indústrias. O empenho humano de fazer suas longas viagens e perturbar os glórquis era difícil de ser entendido pelos nativos de Tchuruba. Ao chegarem a Tchuruba, os zumanos ficaram eufóricos, segundo suas teorias, o piche, raro em seu planeta original era abundante ali e não demorou em encontrarem provas disso. Para os glórquis, essa substância negra e nojenta que havia bem abaixo dos pântanos, chamada por eles de coisapreta, que em sua língua natal significa “coisa preta”. Essa substância é considerada como o sangue dos antigos moradores milenares de Tchuruba, conhecidos como Terrigartos e que tinha a função de manter a lama dos pântanos quentinhas, portanto, a coisapreta é sagrada e conveniente para os glórquis.

Anos e anos de exploração, os pântanos começaram a virar grandes desertos, a língua antiga glórqui quase toda desapareceu e os glórquis passaram a falar apenas a sua própria versão do idioma dos zomi, com algumas palavras que permaneceram da sua língua antiga. Vitimados pelos maus tratos causados pelos trabalhos e emigrações forçadas, assim como pela extinção de muitas espécies de que dependia seu modo de vida, grandes porções de glórquis começaram a desaparecer.

Foi quando um grupo glórqui ajuntou-se secretamente e decidiu expulsar por definitivo os “zomi” de suas terras. E a coisa ficou preta (entendeu o trocadilho?).

E assim, a insurreição glórquica começou, ou melhor, como eles a chamam: A Resistência Glórqui.

Patas e caudas, avante!
Viva a Resistência Glórqui! Grito de guerra da Resistência Glórqui

Resistência Glórqui é fruto de um trabalho construído com empenho e carinho, voltado para jogadores inexperientes, pois instrui e demonstra como montar seu personagem e narrar suas aventuras. Se você, caro leitor, já é familiarizado com os termos, muito bom!, mas se não o é, não tem problema, já que como dito, as indicações a seguir é destinada a um público jovem e, ou novato. Sem falar que é um jogo de tramas simples. No entanto, nada impede de que o grupo crie histórias mais intrincadas, recheadas de tramas políticas ou explorações épicas. RPG é isso: criatividade e diversão acima de tudo. Então, fique tranquilo e vamos aos trabalhos.

A editora Jotun Raivoso está disponibilizando o livro para quem ainda não conhece Resistência Glórqui e quiser participar do financiamento coletivo.

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