Financiamento Coletivo: De Robert E. Howard – REI KULL

Antes de Conan, havia o Rei Kull. Uma obra ilustrada, colorida, em formato widescreen e capa dura.

Do criador do gênero Espada & Feitiçaria, a Skript lançará um livro escrito por Robert E. Howard, ilustrado por J.L. Padilha, em formato widescreen e com acabamento de luxo.

Sem dúvidas, o personagem mais conhecido de Robert Ervin Howard é o bárbaro Conan. O que nem todos sabem é que sua primeira história publicada foi, na verdade, a adaptação de uma escrita para outro personagem: KULL. Onde havia Rei Kull, passou a ser Rei Conan. Motivo pelo qual, a primeira história do bárbaro se passa com ele já rei.
“Fenix na Espada”, primeiro conto de Conan a ser publicado, é o texto reescrito do conto “Com este machado, eu governo”, onde Kull era o protagonista.

O fato é que, com sucesso de Conan, aquele personagem, aquele outro rei, menos bárbaro, mas não menos selvagem, oriundo da portentosa Atlântida, não saiu da mente de seu criador – que viu seu personagem retornar, e lhe foi dado novos contornos e uma mitologia incrível.

Kull se tornaria um antepassado distante de Conan, teria uma incrível jornada desde seu exílio da Atlântida até se tornar o famoso rei da Valúsia, sendo considerado por muitos, um dos mais complexos e amados personagens de Robert E. Howard.

O Reino das Sombras é sua primeira história e, sem dúvida, a mais famosa. Foi originalmente publicada na Weird Tales de agosto de 1929.

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Sobre a história

Kull é um personagem poderoso, com uma história à altura. Oriundo da mítica Atlântida pré-cataclismo, 100.000 anos a.C., este antepassado distante de Conan nasceu entre a Tribo do Tigre da Atlântida, mas vê seu povo morrer em uma tragédia. Único sobrevivente, vive como selvagem até que é adotado por outra comunidade atlante. No final da adolescência, por uma determinada conduta (não daremos spoiler do livro) é exilado da Atlântida e parte para o leste, ao continente thuriano. Lá, entre todas os reinos, o mais poderoso é o da Valúsia.

Assim termina a primeira parte do livro, o conto: Exílio da Atlântida.

A segunda história se passa anos depois. Neste interim, Kull já foi escravo, pirata, fora da lei e gladiador. Mas agora é Rei. E, por seu machado, ele governa!

A segunda parte do livro começa com Kull reinando sobre a Valúsia. Em O Reino das Sombras, o herói está aborrecido com a burocracia comum ao cargo e tradições de todo tipo. Embora esteja no reino mais poderoso e resplandecente de toda civilização, é um guerreiro, teve uma vida selvagem, logo, a paz não lhe traz conforto. Ao lado de um embaixador Picto, descobre que há um mal ancestral em seu reino e é chamado à aventura. O culto dos Homens-Serpente está infiltrado em Valúsia e pretendem destronar Kull. Para dificultar ainda mais sua vida, Kull se vê cercado por inimigos que podem se disfarçar como qualquer pessoa.

Esta é a premissa deste poderoso conto, um dos melhores escritos por Robert E. Howard, pai do gênero Espada & Feitiçaria, criador de tantas lendas, como ConanSolomon Kane, e Bran Mak Morn.

Conan & Kull

Os elementos das histórias de Kull são tão fantásticos que, na adaptação de Conan de 1982, com Arnold Schwarzenegger, o principal vilão, Thulsa Doom, era na verdade de Kull. Assim como o culto da serpente. O início da vida de Conan como escravo e gladiador no filme se baseia fortemente na história de Kull e apenas compartilha pequenos detalhes com as origens literárias do próprio Conan. O bárbaro nunca foi um escravo ou um gladiador nas histórias de Howard, pois deixou a Ciméria por sua própria vontade.

A jornada de Kull é sem dúvida mais aventuresca e cria um desenvolvimento complexo e incrível de personagem.

Howard e Lovercraft

Aos fãs de Lovecraft, esta obra é uma das mais amadas, por conta do paralelo entre os universos dos autores.

Enquanto Robert E. Howard foi o mais proeminente nome do gênero da Espada & Feitiçaria, Howard Phillip Lovecraft, foi o do Horror Cósmico. Amigos de cartas, ambos teceram inúmeros elogios ao trabalho do outro. Muitas vezes, elementos das histórias de um, era visto na obra do outro. Em Kull há os homens-serpente e o culto ao deus serpente, criando um paralelo com as produções lovecraftianas, sua mitologia e ao próprio ciclo de Yig. Seria impensável que tal história não impactasse o escritor, pai de Cthulhu e Yog-Sothoth.

Na edição da Skript, traremos a reprodução da carta em que Lovecraft elogia Kull para Howard.

Por fim, falando neste relação, a Skript possui uma HQ que reúne a criação destes autores e pode ser adquirida com frete grátis nesta campanha:

Ilustrações

A arte é de J.L. Padilha, quadrinista, coautor da HQ “Astrogenesis”, natural de Carpina, Recife – PE, ilustrador há mais de 17 anos. Começou aos 16 anos fazendo livros infantis e outros trabalhos como charges e propagandas. Ganhador do concurso de pratos Spoleto 2019, é autor de diversos quadrinhos, ilustrações para livros e capas de revistas. Atualmente reside no interior de São Paulo.

Prefácio

O livro contará também com prefácio de um dos maiores especialista em Howard do mundo: Dierk Guenther, que é graduado pela Albert-Ludwigs University (Freiburg / Alemanha), vive e trabalha no Japão desde 1995, como professor associado da Tokushima University (Instituto de Artes e Ciências Liberais), ensinando inglês e literatura americana. Fã da literatura pulp, tem realizado diversos estudos sobre o assunto, além de publicações acadêmicas no Japão e nos Estados Unidos sobre Pulp Fiction/Pop Culture e, principalmente, Robert E. Howard. Personagem sobre quem deu palestras (PCA: Popular Culture Association), sendo também um membro destacado do comitê Howard Days 2015, realizado em Cross Plains Texas. Outros objetos de estudo com os quais trabalhou são a história dos prisioneiros alemães no Japão durante a Primeira Guerra Mundial.

Introdução e biografia

A edição da obra é de Marco Antonio Collares, que também é responsável pela introdução e biografia de Howard no livro. Formado em história pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), é também mestre em história e cultura política pela Universidade Estadual Paulista, Júlio de Mesquita Filho (UNESP), especializado em representações do Mundo Antigo Greco-Romano. Possui outro mestrado em história, desta vez pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), tratando de temas vinculados a história, literatura, HQs, cinema e outras mídias. Especializou-se na obra de Robert Howard e seus personagens em diversas mídias e costuma palestrar sobre o assunto. Foi professor de história de diversas escolas e cursos pré-vestibulares de Pelotas/Rio Grande, no RS e hoje é professor de história do Instituto Federal Sul Rio-grandense (IFSUL), além de ser doutorando em história pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na linha de história, literatura, historiografia e estudos sobre a fronteira dos EUA, incluindo fontes de pesquisa do porte da literatura de Robert Howard para tratar de tais temas. É membro da Associação Internacional de Estudos sobre Robert Howard (REHupa) e integrante do Fórum Conan o Bárbaro, publicando artigos no blog e em revistas online, além de participação em conversas online no canal do Fórum e criação de vídeos e conteúdos sobre Howard, Conan, personagens howardianos e fantasia de modo geral. Autor do livro “Civilização e Barbarie em Conan, de Robert Howard”, baseada em sua dissertação de mestrado.


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