Financiamento Coletivo: Resistência Glórqui Late Pledge

Tchuruba precisa de você. Então, aceite o chamado da Resistência e venha lutar contra os Zomi!

O financiamento coletivo do “Resistência Glórqui” atingiu 194% de sua primeira meta, e assim pudemos publicar nosso livro. Portanto, Resistência Glórqui – Late Pledge – é um projeto de pleito tardio porque oferece o livro “Resistência Glórqui” para aqueles que perderam o primeiro prazo de apoio e agora desejam conhecer esse incrível jogo.

O sol iluminava frio e mais uma vez os pântanos de Hram, na planície de Coisanossa. Pequenas árvores resistiam tímidas e espaçadas entre si. As folhas, resultado de um outono seco, jaziam na terra, enquanto a revoada precipitada e soturna de patos selvagens indicava um inverno agourento. Um rastro ovos quebrados galívalos sobre os sulcos na lama feitos por alguma máquina zumana e, ao longe, o ruído desta mesma máquina persistia. Os zomi roubavam mais e mais a coisapreta daquele lugar, tornando-o a cada sugada mais infértil, seco e infeliz.

Não mais, se dependesse de Gourax e seus amigos.

Gourax é um Calangus erectus. Uma das espécies nativas de XFUrf-14. Calangus Erectus se diferencia das demais espécies, pois é a única bípede dali (a não ser os invasores humanos), além disso, possuía inteligência e aptidões sencientes. Os glórquis, como são chamados os Calangus erectus, são próximos geneticamente dos calangos terrestres. Numa pobre analogia, eles estão para esses répteis assim como os humanos estão para os outros primatas. Desse jeito, eles possuem escamas por todo o corpo, cauda, dedinhos ligeiros e balançam a cabeça sem parar e caminham sobre suas patas traseiras apenas. Gourax é um glórqui, mas nem todos os glórquis são iguais. Muito pelo contrário, a riqueza biotípica dessa espécie é impressionante.

Gourax, por exemplo, possui escamas verde lama, o que lhe garante um disfarce perfeito. Entre seus dedos, tanto dos pés quanto das mãos há membranas interdigitais, que ele usa com maestria em seus percursos subaquáticos, não apenas, ele possuía uma cauda bastante flexível e cumprida, o que lhe ajuda nessa empreitada. O glórqui possuía também olhos serpentinos, e assim nada lhe fugia da vista. Essas características faziam de Gourax o líder daquele grupo, que era formado por Gengaz – altivo e musculoso, era o briguento da turma, aquele que tomava os danos pelos companheiros. Não obstante, Gengaz também batia, pois ele possuía não dois, mas quatro braços, e Juka – o menor e mais esguio do grupo, no entanto o mais insalubre, literalmente, afinal de seu queixo cresciam longos e finos tentáculos altamente venenosos. Uma vez que eles enrolassem na presa, a morte era a única saída para a vítima.

O sol completamente redondo a leste, a máquina a roubar a coisapreta do pântano, a comitiva se aproxima, trazendo consigo um artefato curioso: um alforje de couro abarrotado de pedrinhas pretas e redondas feitas por um xamãs-das-cavernas que, antes de entregar o pacote ao grupo aconselhara: “Ponha esse saquinho debaixo da máquina, acenda essa cordinha e saiam correndo, porque vai fazer um buuummm muito alto!”.

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Bem-vindo a Tchuruba!

Há muitos anos-luz, distante daqui como dali, existe um planeta conhecido como Zero (Ø) e em sua órbita existe um peculiar gêmeo planetar. O povo que vivia em Zero chamava este corpo celestial pelo nome de catálogo de XFUrf-14, um planetoide vizinho na órbita da mesma estrela e que os antigos deviam ter outros nomes, mas recentemente é chamado Terra da Oportunidade – em algumas ações de publicidade. Esse outro mundo é quase completamente coberto por pântanos (exceto em seus pólos). Esse planetinha simpático é habitado por seres antropocalangomórficos – uma palavra difícil para definir calangos andantes sobre seus dois membros inferiores que falam e pensam como humanos. Vale citar que alguns expoentes do pensamento desse povo nativo atualmente preferem o termo calangotropozoomorfizados – uma palavra difícil para definir bichos geralmente andantes usualmente com dois membros inferiores que frequentemente falam e pensam parecidos com calangos.

Para os habitantes do mundo Zero, esses seres extrazeranos foram denominadas “Calangus erectus”, um nome acadêmico como tantos outros que usam para exprimir sua ideia de “meio-homem-meio-lagarto”. Tais extrazeranos protestam que possuem seu próprio nome para se chamar e muitos da humanidade já adotaram a nomenclatura original. “Glórquis”, simplesmente, e que em sua língua perdida significa “bichos andantes sobre seus dois membros inferiores que falam e pensam como calangos”. Por outro lado, os glórquis não chamam os indivíduos da espécie Homo sapiens sapiens de Zero de humanos, mas de “zomi”, ou “zumano”, como os glórquis resistentes ao patriarcalismo zumano costumam preferir. Outra diferença lexical encontra-se no nome da estrela: os humanos insistem em chamá-lo de MACS J1149, enquanto o glórquis o chama de Jamjam – que em glórqui antigo significa “bolota amarelona que esquenta nossa terra durante o dia e que de noite vai para outro lugar para esquentar lá também” – e XFUrf-14 de Tchuruba, que em sua língua perdida significa “terra muito distante de qualquer lugar que possui muita lama, mas a gente adora”.

Como era de se esperar, não é apenas nos vocábulos usados que humanos e glórquis discordam: há pelo menos 50 anos (tanto zerano como tchurubestre, já que Zero e Tchuruba possuem uma peculiar órbita coincidente, eles rodam à mesma velocidade em torno do Jamjam e seus dias têm a mesma duração vintequatrohorária), quando uma expedição humana chegou a Tchuruba e sob o pretexto de civilizá-los e fazer alianças comerciais importantíssimas que beneficiariam a ambos, iniciou a criação de instalações extrativistas e a escravização de glórquis de maneira generalizada. No início, os zomi ofereceram bugigangas de metal, palavras grandes com significados simples e concepções de direito tributário, para depois simplesmente estarem com presença forte o bastante para impor obediência com o uso da força de suas armas.

Os glórquis, mesmos suspeitos das intenções belicosas dos “zomi”, resolveram não os tratar com violência, afinal, a parte de uma desavença com vizinhos ou uma briga entre torcidas diferentes, havia espaço para todos no lamaçal que chamavam de lar. Tampouco conheciam qualquer outra espécie inteligente no universo, mesmo considerando seu próprio nível de inteligência como uns limiares baixos, logo, estavam curiosos para conhecer aquela gente estranha. O problema é que eles tiveram o desprazer de serem encontrados pela espécie mais virulenta, desprezível, áspera, hedionda, devastadora e qualquer outro adjetivo ruim, já que não quero repetir nesse parágrafo o termo “belicoso”, visto que estou me referindo aos “zomi”. A história da ocupação humana em Tchuruba realmente contorce os significados prezados pelos humanos do que significa ser “civilizado”.

O tempo passou e os humanos se espalharam por quase todo o território tchurubestre, alastrando suas máquinas e caçando os glórquis mais fortes para os trabalhos forçados em suas indústrias. O empenho humano de fazer suas longas viagens e perturbar os glórquis era difícil de ser entendido pelos nativos de Tchuruba. Ao chegarem a Tchuruba, os humanos ficaram eufóricos, segundo suas teorias, o piche, raro em seu planeta original era abundante ali e não demorou em encontrarem provas disso. Para os glórquis, essa substância negra e nojenta que havia bem abaixo dos pântanos, chamada por eles de coisapreta, que em sua língua natal significa “coisa preta”. Essa substância é considerada como o sangue dos antigos moradores milenares de Tchuruba, conhecidos como Terrigartos e que tinha a função de manter a lama dos pântanos quentinhas, portanto, a coisapreta é sagrada e conveniente para os glórquis.

Anos e anos de exploração, os pântanos começaram a virar grandes desertos, a língua antiga glórqui quase toda desapareceu e os glórquis passaram a falar apenas a sua própria versão do idioma dos zomi, com algumas palavras que permaneceram da sua língua antiga. Vitimados pelos maus tratos causados pelos trabalhos e emigrações forçadas, assim como pela extinção de muitas espécies de que dependia seu modo de vida, grandes porções de glórquis começaram a desaparecer. Foi quando um grupo glórqui ajuntou-se secretamente e decidiu expulsar por definitivo os “zomi” de suas terras. E a coisa ficou preta (entendeu o trocadilho?).

E assim, a insurreição glórquica começou, ou melhor, como eles a chamam: A Resistência Glórqui.

Patas e caudas. Avante!

Viva a Resistência Glórqui!

– Grito de guerra da Resistência Glórqui

Sobre o projeto

Resistência Glórqui é um RPG no qual os jogadores interpretam calangos bípedes inteligentes dotados de polegar opositor (antropomórficos, se preferir) do planeta Tchuruba, que estão em constante conflito com uma espécie humana desde que estes invadiram seu planeta natal para explorar os recursos naturais dali e também a mão-de-obra glórqui. “Resistência Glórqui” é um livro com 240 páginas, ilustrado (algumas artes coloridas) e em tamanho 14cm x 21cm. Mais uma vez lembramos que enviaremos o PDF desse livro no ato de qualquer apoio. O livro impresso será enviado assim que o prazo limite para o Late Pledge se encerrar.

Fichas exclusivas de personagens – Fichas de personagem montadas por nós – em lápis para você poder apagar e estragar o presente. Sim, são fichas exclusivas, afinal não existem dois glórquis iguais e viva a diferença! Esse material possui um QR Code que descreve a exclusividade dele.

Tabela de Consulta Rápida – Tabela em tamanho A4, impressa em papel Couché. Frente ilustrada e verso contendo resumo das regras para se jogar Resistência Glórqui, como algumas dicas de narração. Esse material possui um QR Code que descreve a exclusividade dele.

Pôster – Pôster das diversas artes do livro Resistência Glórqui, desde a capa, artes internas e algumas inéditas. Algumas artes estão coloridas, outras em preto e branco, sendo que todas elas em alta definição. No ato do apoio, entraremos em contato com o financiador e ofereceremos os modelos para a sua escolha. Os pôsteres vão impressos em papel couché, em tamanho A5 e com dedicatória no verso (se você quiser, claro!).

É isso aí. Você não pode ficar fora dessa. Tchuruba nunca precisou tanto de você, portanto, junte-se à Resistência Glórqui!

O “Resistência Glórqui” já está pronto e impresso. Então, uma vez que você apoia, não corre o risco de não o receber. Link do projeto inicial aqui. Se você quiser conferir nossas mídias sociais nas quais postamos as várias entregas de nossos produtos, dentre outras postagens clique aqui. Lembrando que liberaremos o PDF do livro no ato do apoio.

Conheça a Resistência Glórqui

Quem é a Jotun Raivoso

A Jotun Raivoso é um portal colaborativo que visa promover a democratização de nosso querido hobby – o RPG. Pretendemos lançar livros de RPG, compêndios, materiais de apoio, romances e outras mídias. Sim. A Jotun Raivoso ainda é pequena. Mas, com a sua ajuda conseguiremos atingir nossos sonhos!

Os autores

Marcus “Baikal” Cristo é Advogado, graduando em História e pós-graduado em gestão da educação, com foco na aplicação de jogos de simulação e interpretação no ensino. Mestre de RPG com o hobby de criar adaptações e cenários novos. Costuma ser um recurso útil para levar ideias de RPG a cabo, embora esta seja a primeira levada à publicação, com a intenção de continuar servindo na criação de cenários que informam bem aos jogadores sobre novos mundos para conhecerem.

Wesley Alves é Neuropsicopedagogo, licenciado em História e com diversos cursos e pós-graduação no ramo educacional. Há anos desenvolve trabalhos de aplicação de RPG como ferramenta lúdica e não-formal em diversos ambientes escolares.

Kyara Guaitolini da Costa, ou “KGC”, é formada em Artes Plásticas na UFES, e em Animação 2D pela Arcane. Apaixonada pelo do mundo do RPG, da interpretação e criação de personagens. Atualmente trabalha com ilustração e composição de cenários e personagens de diversas temáticas

Conheça mais de seu trabalho nos links abaixo:

Página do facebook: https://m.facebook.com/profile.php?id=759976714094311&ref=content_filter

Página do Instagram: https://www.instagram.com/kgcart1/

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